domingo, 18 de março de 2012

Reflexões sobre o horizonte

Reflections of Skyline































"E eu quero brincar de esconde-esconde, te emprestar minhas roupas, dizer que amo seus sapatos, sentar na escada enquanto você toma banho, e massagear seu pescoço. E beijar seu rosto, segurar sua mão e sair p'ra andar. Não ligar quando você comer minha comida, e te encontrar numa lanchonete p'ra falar sobre o dia. Falar sobre o seu dia e rir da sua, sua paranóia. E te dar fitas que você não ouve, ver filmes ótimos, ver filmes horríveis. E te contar sobre o programa de TV que assisti na noite anterior e não rir das suas piadas. Te querer pela manhã, mas deixar você dormir mais um pouco. Te dizer o quanto adoro seus olhos, seus lábios, seu pescoço, seus peitos, sua bunda. Sentar na escada, fumando, até seus vizinhos chegarem em casa, sentar na escada, fumando, até você chegar em casa. Me preocupar quando você está atrasado, e me surpreender quando você chega cedo. E te dar girassóis e ir à sua festa e dançar. Me arrepender quando estou errado e feliz quando você me perdoa. Olhar suas fotos e querer ter te conhecido desde sempre. Ouvir sua voz no meu ouvido, sentir sua pele na minha pele, e ficar assustada quando você se irrita. Eu digo que você está linda, e te abraçar quando você estiver aflita, e te apoiar quando você estiver magoada, te querer quando te cheiro, e te irritar quando te toco e choramingar quando estou ao seu lado. E choramingar quando não estou. Debruçar-me no seu peito, te sufocar de noite e sentir frio quando você puxa o cobertor e sentir calor quando você não puxa. Me derreter quando você sorri, me desarmar quando você ri. Mas não entender como você pode achar que estou rejeitando você quando eu não estou te rejeitando, e pensar como você pôde pensar que eu te rejeitaria. E me perguntar quem você é, mas te aceitar do mesmo jeito. E te contar sobre o "tree angel", "o menino da floresta encantada" que voou todo o oceano porque ele te amava. Comprar presentes que você não quer e devolvê-los denovo. E te pedir em casamento, e você dizer "não" denovo mas continuar pedindo, porque embora você ache que não era de verdade mas sempre foi sério, desde a primeira vez que pedi. Ando pela cidade pensando. É vazio sem você mas eu quero o que você quiser e penso. Estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso. Responder suas perguntas quando prefiro não responder, e dizer a verdade mesmo que eu não queira, e tentar ser honesto porque sei que você prefere. E achar que tudo acabou, espera só mais dez minutos antes de me tirar da sua vida. Esquecer quem eu sou e me deixar tentar chegar mais perto de você. E de alguma forma, de alguma forma, de alguma forma compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você." 


Reflections of skyline (2008 ) É uma curta dirigido por Michael Tamman & Richard Jakes
Veja o curta:

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Só quem me conhece bem!



Sonhar é difícil, lembrar mais ainda. Incomoda-me este estado, onde custo a sonhar sendo ainda mais ardoroso recordar do que sonhei. Fiquei assim por um bom tempo, sonhando pouco e não me lembrando de quase nada. Pra mim este é o estado vegetativo, se não sonho, não vivo. O pior é estado de inércia, em que estamos fadados a cair, é difícil injetar o veneno antimonotonia na veia e dizer boas palavras em um bom português, ou seja, é complicado desabafar, por mais que você tenha muito a dizer.


De fato eu preciso muito destas injeções de veneno antimonotonia, anda preocupante o meu estado de inércia fútil, que ando me arrastando. Mas posso fazer uma autodefesa, se faço isto é para sair do mais do mesmo. Não quero passar décadas falando o mesmo discurso por mais “revolucionário” que seja. Revolução não é dizer o que os outros querem ouvir e muito menos dizer a mesma coisa por vários anos. Tenho medo de cair neste arcabouço comum e de me copiar. O erro mais fatal que posso cometer é um auto-eu infinito, onde digo coisas que eu mesmo já disse, da mesma forma, com o mesmo olhar, da mesma perspectiva. E no fim das contas eu ser uma cópia continua do que já fiz há anos atrás. É como entrar em um estúdio e gravar um Nevermind, In útero, The Dark Side Of The Moon ou um Thriller a cada ano que passa. Nenhuma obra artística é revolucionária quando você esta fazendo o que já fez, por melhor que seja a qualidade desta obra.


Talvez para evitarmos nos copiar indefinidamente devêssemos parar. Dar um tempo e ver no que vai dar. Foi mais ou menos isto que tentei fazer, mas ainda me vejo com o mesmo discurso repetitivo, “revolucionário” e vazio. Além do mais é intrigante se vamos sempre ter algo a dizer, a fazer, a criar, a construir. É como se fossemos infinitos e como o universo, estamos sempre em expansão. Tenho minhas dúvidas, acho que a minha falta de fôlego em alguns momentos é o sinal, que a corrida esta chegando ao fim. "Amanha vai ser outro dia" é sem dúvida. Uma frase de esperança de um sentimento inabalável, de que dias melhores viram e que vamos estar sempre construindo um futuro mais agradável. Não sei, sou um tanto cético e sempre questiono até coisas deleitosas como: amanha vai ser outro dia.
Eu continuo discursando coisas tão vagas quanto discursava aos meus dezoito anos. Tenho a leve impressão de ser um eco de mim mesmo. Faz alguns anos, que sempre penso: deveria ler mais, deveria me dedicar mais a música, a vida social, aos bons e saudáveis  prazeres da vida, sempre digo que logo farei isto. O fato é que este logo já é uma década. Eu sempre estou deixando algo para logo. Faço depois, digo sempre ao ver algo que me interessa e me deixa em estado de êxtase. O “faço depois” vira um bolo tão volumoso e incontrolável que o melhor é esquecê-lo. Recomeçar sim, mas por um novo caminho, o problema é que penso estar em um novo traçado, mas quando percebo estou no antigo, no velho, no ultrapassado. Estou novamente me copiando.
Igual a mim tem mais um bilhão. Sinto-me como uma rosa no meio de um ramalhete de rosas, quero ser a rosa do Pequeno Príncipe, sendo ela única não por ser a mais bela ou mais formosa. Ela é diferente por ser a rosa do Pequeno Príncipe, isto lhe torna única. O Pequeno Príncipe só tem aquela rosa, nenhuma outra é capaz de substituí-la por mais que semelhante que seja. É uma particularidade difícil de ser constatada e ainda mais de ser percebida, geralmente não damos bola para isto. Já tive o melhor namorado do mundo e não dei muita veemência, quando me dei conta não a tinha mais. Ele se foi, sem dizer adeus, nem mesmo um até mais. E assim continuo me copiando, sempre pensando: vai passar.


Guimarães Rosa dizia, que para falarmos do universal, devíamos partir do nosso quintal de casa. Sempre que leio, vejo, ou lembro-me de Guimarães Rosa, penso que deveria ler mais sobre este cara. Necessito dar mais valor a simplicidade da vida. As vezes eu me sinto o bêbado, que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Às vezes me sinto tão impotente, quanto um cão, que só é capaz de latir, mais grave, mais agudo, mas intenso e menos intenso, sua variação é entre o latido e rosnar. Em ultimo caso, o grito latente de dor, aquele de momentos inesperados e de extremo pavor.


Mais uma vez, o sentindo do que quero dizer (Mas não tenho a coragem para fazê-lo claramente) corre desesperado para longe. E você que me conhece pensa: É aquela velha coisa: você já sabe o que eu já sei, que você já sabe, que eu já sei, e não sabemos se vamos para onde não vamos, e não sabemos se amamos, quem não amamos, e não sabemos se fazemos, o que não fazemos, você já sabe, o que eu já sei...


É uma merda! (Só quem me conhece bem.)  





domingo, 22 de janeiro de 2012

BAIXARIAS - VOL 10



O importante é acreditar na foto!

Não! Simples, direto, limpo e sincero.






Algumas pessoas não sabem ouvir um não. Outras são mais compreensivas. Algumas até si matam por um não. Não consigo imaginar bem como é isto. Mas vamos lá: Cleyrton fala com Alesson que não o quer. Alesson se mata. Muito surreal. Sinceramente Alesson foi estúpido. Pensando bem, talvez não. Afinal de contas depois que as sirenes chegam é muito fácil julgar. Temos de saber os fatos antes das luzes terem chegado. Não sabemos as confissões e promessas de Cleyrton, se é que houve algo disso. No entanto, só sabemos da morte de Alesson.


O ponto é sabemos mesmo ou não ouvir um não. Mas de fato ouvimos um não? As pessoas dizem muita coisa, na maioria das vezes futilidades, estupidez, sacanagens, besteiras, enfim não é nada aconselhável levar alguém a serio. Os seres humanos não podem ser levados a sério. O grande problema é que isto não acontece, parece que estamos fadados a levar os outros a sério. É como uma correnteza que sempre te puxa, não há como sair. Quando nos damos por si já estamos quebrando a cara com mais uma pessoa. E de fato merecemos, não seguiu a regra básica de convivência em sociedade. Não levar nunca alguém a sério.


Pois bem o grande problema é que um leva a sério e outro não. Daí surge às promessas. Alias é muito fácil prometer algo, quando não estamos falando sério. Prometo-te o paraíso, a lua, o céu, montanhas de ouro, fama, tudo o que você imaginar. Se algum dia se atrever em me cobrar parto lhe a cara. E te digo: você é uma pessoa sã? Parece que não sabe diferenciar. Meras palavras ao vento de algo sério. Alias não existe nada sério seu panaca, asno, Homer Simpson. Ninguém pode ser levado a sério. Nem mesmo a paternidade ou a castidade.


E as promessas onde é que ficam? E as conversas reveladoras onde se diz: que você é o quinto ou quarto cara que ele beija. Os desabafos sobre o pai alcoólatra, sobre a infância traumática onde ele era motivo de chacota. E os desafios vividos e vencidos. As dúvidas e indecisões realmente importantes. A vida dos amigos, dos ex-namorados, das pessoas queridas. Uma conversa sem censura e sem obrigação social. Os futuros encontros, as futuras viagens juntos. O almoço feito por ele, inclusive com o prato já escolhido. Enfim para que este papo todo para no fim dizer, que você é um idiota. Por acaso os panacas tem alguma semelhança física aos psicólogos?




Pra mim esta é a grande questão. Dizer não, de fato. Não é nenhum problema. Alias é saudável dizer não, faz bem ao coração. Eu diria que é até gostoso dizer e levar um sonoro não. Daqueles onde não há dúvidas do ato. Não há o que dizer e nem argumentar. Eu não gosto de vinho. Eu não gosto de wisky. Eu não gosto de mulheres. Eu não gosto de futebol. Eu não gosto de correr. Eu não gosto de culinária. Eu não gosto de você. Enfim eu não gosto e pronto. Sem explicações, sem férula. Não há nada que se lamentar ou reclamar. Cada um tem o seu livre arbítrio de decidir pelo o que quiser. E se isto foi feito as claras não há julgamento e nem explicações


É justamente este o problema, quase nunca isto é feito às claras. Talvez por crueldade, por maldade, por brincadeira, por não levar nada a sério, por ambiguidade, que é algo inerente ao ser humano. São raras as vezes que alguém age de forma curta e clara, por que não dizer grossa. Alias a grosseria é algo mal interpretado. Mal visto pelos demais. Ela é de fato necessária e quando bem usada muito prudente. O que acontece na verdade é que a grosseria é algo mal empregada, como a maioria dos recursos que nos seres humanos dispomos. E talvez por isso seja mal compreendida. Mas sejamos francos ser grosso na hora certa e correta é muito bom nos da uma ótima sensação de discernimento, em um momento errado faz de você um grandessíssimo idiota... Como em particular evito alguns, mas os miseráveis sempre conseguem um motivo para chegar ate a mim.
Voltemos à objetividade da ação de dizer um não. Evitamos muitas coisas ao dizer um não bem dado. Como por exemplo, a maldita expectativa. Pois por mais que ela nos parta a cara, não vivemos sem ela. E a vida é assim cheia de glorias e derrotas ou sem derrotas e nenhuma glória. Quando digo nenhuma é de fato um conjunto vazio. É bem simples entender isto, imagine um rosto. Um rosto de um ser humano. Vamos imaginar um rosto bonito. Feio não tem graça. Agora imagine se este rosto nunca sorriu, logo nunca ficou triste. Nunca saiu daquele estado. Permaneceu ali com o rosto fixo. Agora pense o contrário. O rosto sempre sorriu, um sorriso plástico, logo já ficou muitas vezes triste. Se ele sorri hoje é por um motivo, este pode melhorar ou piorar. A proporção de quanto ele sorri e o quanto fica triste vai depender, da sorte de cada pessoa.


Desta forma evitamos expectativas, chateações, magoações, aborrecimentos, desespero, inimigos. É não deve ser nada agradável criar um inimigo. Alimenta-lo e cria-lo para que um dia ele te destrua ou no mínimo te arruíne. É como brincar com fogo. Por estas e outras que digo: “Ouça um bom conselho, que lhe dou graça. Inútil dormir a dor não passa”. Meu humilde conselho é: Diga um não gostoso e sem ambiguidades, um não sonoro. Um não sem dúvidas dos dois lados. Um não sem reclamações. Um não que saia de sua boca como um disparo de uma arma de fogo. Mortal, rápido e indolor. Acerte bem no peito, pra não estragar o velório. Afinal de contas, nada mais humilhante do que ser velado com o caixão fechado. 



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

E foi o que passou ♫ ♪ ♫ ♪...



Coração 1 - Gosto dos teus foras kk...

Coração 2 -  Meus foras?

Coração 1 - Já te chamei para dormir comigo três vezes e as três vezes você falou coisas bonitas que considerei  foras kk...

Coração 2 - :s


Coração 1 - Queria dormir com você, sabe por que?
Para poder sentir seu cheiro, ficar abraçado com você, poder morder sua orelhinha e te dizer coisas bonitas.



Coração 2 -  Você ainda esta apaixonado por mim!

Coração 1 - Não se esquece do dia para a noite. Não é?
Quando você disse assim:
"Não achei a pessoa certa para dormir comigo."
Fiquei triste.

Coração 2 - Não fique!

Coração 1 - Tive a certeza, você não quer nada comigo.

Coração 2 -  Não é tão bom assim dormir comigo, rsrsrs, Pergunte a qualquer um que ja tenha dormido comigo, não vão falar coisas maravilhosas de mim. rsrsrsrs.

Coração 1- Então você acha que não sou a pessoa certa para dormir com você?

Coração 2 - Eu não sou certo para você!

Coração 1 - Por que você acha isso?

Coração 2 - Por que acho que não sou.

Coração 1 - Tem que ter um motivo, Qual?

Coração 2 - Por que eu não sou certo para ninguém. Não no momento, sou todo errado e complicado, E ainda penso nos amores do passado.

Coração 1 - Então volta.

Coração 2 - Voltar para onde? Não existe um porto seguro em meu passado.

Coração 1 - Você tem que dar oportunidade a quem vai te fazer feliz.

Coração 2 - Eu não estou pronto para esta felicidade agora (COVARDE)... Acho que me acostumei a me enganar, repito: O maior traidor meu, sou eu mesmo.

Coração 1 - Essa foi a ultima vez que tentei, meu coração esta nas minhas mãos. Mas vou te esquecer.

Coração 2 - Você não precisa fazer isso, eu não quero esquecer você.

Coração 1 - Toda vez que falo com você, fico mais apaixonado. Você já disse: "Não quero o amor de ninguém".  Então? vou fazer o que na sua vida? se quero lhe dar o meu amor.

Coração 2 - Aprenda a me amar de uma outra forma, de uma forma mais saudável, para você. Eu gosto de você.

Coração 1 -  Tenho que colocar na minha cabeça que você não me quer. Vai demorar... Temos que aprender a deixar as coisas que gostamos livres...

Coração 2 - Sou uma coisa?

Coração 1 - Sim!

Coração 2 -  Pois eu te tenho e te trato como uma pessoa, sou o mais amigável possível, cuido dos seus sentimentos melhor que você mesmo, e você me diz que sou uma coisa?

Coração 1 - Desculpa, a minha interpretação... Vi e não li, pensei que fosse: POSSO TE DIZER UMA COISA. esquentadinho! jamais o chamaria disso!

Coração 2 - Ok, Tudo bem... Me desculpe.

Coração 1 -  Te devo desculpas, O erro foi meu. Você me avisou, me disse: "Você não pode se apaixonar por mim", Eu não lhe dei ouvidos.

Coração 2 - Você tem o meu carinho, a minha admiração. Vai passar... Calma.

Coração 1 - Esta doendo!

Coração 2 - Sei como é, Você vai gostar de mim até que outro apareça, Deixe que isso aconteça, se permita, permita o outro e logo não te machucaras mais.

Coração 1 - Queria poder te dar o ultimo beijo, Obrigado por ter surgido na minha vida neste ano (2011).

Coração 2 - E no ano de 2012, 2013, 2014. 2020, 2056...  :)

Coração 1 - Seja feliz, fica com Deus!

Coração 2 - É uma despedida?

Coração 1 - Pode ser que sim, Ou um ate logo... Vou me afastar de você. Mas... você esta no meu coração

Coração 2 - Isso tudo é uma grande bobagem, Vai se afastar de quem tem enorme estima por você? Se achar que é o melhor a fazer... FAÇA. Boa noite e fica com Deus.

Coração 1 - ( SOFRO MAS EU VOU TE LIBERTAR...) - Raul Seixas ... Desde a primeira conversa no celular, a primeira vez que vi você, o primeiro beijo, para sempre vou guardar. Te desejo do fundo do meu coração, que você seja a pessoa mais feliz do mundo e no meu coração sempre vou te levar...

Coração 2- Obrigado, Eu te desejo coisas boas. Obrigado por gostar tanto assim de mim. Você me faz feliz! SEJA FELIZ.


Filho, Tenho por você uma estima imensa... Eis que agora de fato é tu imortal para mim, Esta gravado no meu mundo 
BY: Igor Queiroz

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Humildemente... Faço-te o favor de lhe prestar atenção!



Nestes dias me aconteceu algo inusitado. Meu único leitor ganhou um “concorrente”, para ser mais preciso, um crítico. Isto mesmo, um crítico. Daqueles bem chatos, rabugentos e que botam defeito em tudo. Mas compreendo, um crítico que se preze não pode achar nada bom. No máximo correto, caso contrário, ele não é um. Algo muito bom para um crítico é algo que não existe, um modelo ideal nunca alcançado no máximo desejado. Nem mesmo Pedaço de mim pode ser considerado uma boa canção de despedida. Mesmo que tenha versos como estes “Oh pedaço de mim, oh metade arrancada de mim.. Oh pedaço de mim, oh metade amputada de mim.. Que a saudade é o revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto, do filho que já morreu.”  Para um crítico isto é uma mera simbolização da despedida, que cumpri bem o seu papel.


Meu único leitor vem comentando comigo, que quase não falo dele mais, que já me esqueci de sua importância. Tento lhe explicar que isto não é verdade, que me iludo sim com o meu falso estimulo, que tenho muitos leitores, um fã clube, muitos críticos, muitas "mulheres" (Tudo bem... enganar a quem?) GAROTOS que querem passar só uma noite de amor comigo. Enfim é o estimulo para continuar vivendo, em certos momentos preciso me enganar. Mas volto sim à realidade e lá esta ele, meu único leitor, lindo, sorridente e sempre com um bom papo. E gosto da minha condição, se não tenho leitores, tenho um único, que é muito importante e como conseqüência não tenho leitores indesejáveis, com seus comentários impertinentes ou vazios, que nos fazem arrepender de cada linha escrita. Por isto, não reclamo e agradeço por meu único leitor. Mas agora fui surpreendido e ganhei um crítico, ferrenho, feroz, estúpido e muito sincero.



Ao escrever “AMOR ... traição ... AMOR ... É O QUE EU PENSO!” me veio o crítico, não sei como tomou conhecimento de minha humilde existência e ainda por cima de minhas publicações ( MENTIRA, Eu msm passei o link do blog a ele). Mas por uma intervenção divina ou não, ganho um crítico. Em minha inocência ao conversar com ele. Pergunto meio espantado “Ahh você leu?(Depois de ter pedido para ele ler)  Um texto meu? Como? AMOR ... traição ... AMOR ... É O QUE EU PENSO!? Ahh que coisa, mas o que achou?” Fui piegas demais, concordo. Mas fui pego de surpresa é como se envolver em uma trama, que de repente muda todo o seu enredo. Alias muito sábio, quando dizem por ai “O combinado não sai caro”. Neste caso não houve combinação alguma, mal sabia eu, que tinha um crítico, sardento, moribundo e frenético bem a minha frente. Ele por ser um crítico fez tudo de caso pensado é o obvio ululante. Tramou tudo desde o início, primeiro pensou preciso de ler um mau escritor, um bem piegas, cheio de falhas gramaticais e com total falta de coerência e adesão. Para não fazer um serviço pela metade, ele queria um escritor inexperiente, ingênuo e sem leitores, tudo bem podia ter um único leitor. Eis que me encaixo perfeitamente no perfil previsto pelo crítico, por isto me tornei alvo de sua truculência verbal.


Fiz uma pergunta infantil, o que acha disto? gostou? ficou bom? É o tipo de coisa que não se faz com um crítico. Você tem de ignorá-lo, subestimá-lo e não dar a mínima importância para o que ele acha disto ou daquilo. Mas não fiz isto, muito pelo contrário, perguntei, mostrei meu interesse em saber sua opinião,
me irritei. Embora fosse inteligente, mostrou sua opinião de forma grosseira que é muito diferente de VERDADEIRA / SINCERA.
 Como crítico ferrenho ele começou aparentemente dizendo um elogio. Disse que era muito bom o tema, forte, explosivo e de total relevância. No entanto, pequei, pois só  fui feliz na escolha do tema ao desenrolar  a trama fui chocho. Chocho? Perguntei. É disse ele, chocho. Não disse mais nada, não quis dar maiores explicações. Alias eis que o crítico é perverso e adora provocar e dizer pela metade. Ele não gosta de explicar sua critica e nem gosta que elas sejam claras e simples. Quanto mais confuso ele deixar o criticado, melhor e se for possível até mesmo irritado, possesso, pronto pra matar. Neste caso o crítico atinge o seu orgasmo, chega em sua plenitude ao ponto máximo de satisfação e delírio. Neste momento, o crítico se sente autor de uma verdadeira obra prima de importância muito maior do que a própria obra que originou a sua critica. 
Absoluta certeza de que concorda comigo, estou certo senhor critico? #PECADO

Alias os críticos dos críticos sempre dizem isto, mas este povo ai não cria, só critica. Um grande erro, pois os críticos criam sim. Eles criam algo que seria o oposto de toda criação. Criam à antípoda, a complementação que o autor não seria capaz de cunhar.  Ele faz o que poucos tem coragem de dizer, além disto, fala com propriedade, embasado em livros de Platão, Freud, Nietzsche. Assim como nas obras semelhantes, suas influencias antepassadas e blah blah blah. O crítico é tão bem embasado, que sempre nos perguntaremos, afinal de contas, por que ele é um crítico e não é um autor? É tão dedicado, inteligente, criativo e tem tanto conhecimento, seria ótimo como criador, no entanto, preferiu ser crítico. Opressor dos sem talentos, dos maus escritores. Daqueles que como eu, custam a escrever três folhas, que apesar da dedicação e empenho, não saem boas escritas.


Mas agora me sinto completo, tenho meu único leitor e o crítico, sardento, feroz, truculento, que em qualquer desnível de minha parte ira me denunciar, me delatar sem o mínimo pudor. Para o crítico digo que o simples ato de saber da minha existência, de perder o precioso tempo dele com minhas publicações, já é um grande prestígio alcançado por mim, autor. Entre inúmeros e insignificantes autores, consegui o meu crítico mordaz.  E assim todos estão felizes, eu, meu único leitor e minha pedra no sapato. E sempre ele vai dizer  “Olhe, presto atenção em você, isto não é o máximo”. E assim são os críticos, verdadeiros criadores de todas as obras primas já criadas pelo homem.

(: Se não voltar... outros viram... ou posso simplesmente chamar um amigo :)

domingo, 4 de dezembro de 2011

O nosso segredo. ♥

E voltou, então à raposa: 
- Adeus... - disse ele. 
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: Só se vê bem com o coração.
"Só se vê bem com o coração" - repetiu o principezinho, para não esquecer. 
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. 
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... -repetiu ele,para não se esquecer. 
- Os homens esquecem essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa... - repetiu o principezinho, para não se esquecer. "




OBRIGADO PELO PRESENTE...

*-*

Você é o meu eterno Little Prince e eu para sempre 

serei a sua Foxy...  

E este foi o presente que ele me deu.




You : Tchago Almeida
and           
Me : Igor Queiroz