sábado, 28 de abril de 2012

- Especial, Os grandes filmes da minha vida. #➁ La dame aux camélias (A Dama das Camélias)



“Pensei no que seria de mim se nunca mais te visse. E o mundo ficou vazio de repente... Porque se eu te conheço há poucos dias, Margherite, há dois anos que eu te amo..."


  Romance Francês, Escrito por Alexandre Dumas Filho.

UM DRINK NO INFERNO ☠


 VAMOS? 

SET-LIST ***


AS MELHORES MUSICAS, DOS ÚLTIMOS TEMPOS, DAS ÚLTIMAS SEMANAS...

O QUE ESTOU OUVINDO E RECOMENDANDO...



➊ -> Heat Wave ♫... Alphabeat.

➋ -> Maybe He'll Know ♫... Blue Angel.

➌ -> É VOCÊ ♫... Tribalistas.

➍ -> Never Let Me Go ♫... Florence And The Machine.

➎ -> Windstorm ♫... School Of Seven Bells.

➏ -> Oh My God ♫... Ida Maria.

➐ -> Agora Só Falta Você ♫... Rita Lee.

➑ -> You've Got The Love ♫... Florence And The Machine.

➒ -> Euphoria ♫... Alex Band.

➓ -> Champagne Supernova ♫... Oasis.





quinta-feira, 26 de abril de 2012

ESTE NÃO SOU EU!


?

Este não sou eu, este é um impostor. Estes beijos não são meus, este gosto não é seu. Estes versos não são meus, esta forma de escrever não é minha. É assim que me sinto nos últimos dias, não sei onde estou. Me encontro desaparecido. Preciso espalhar cartazes pela cidade com os seguintes dizeres: “Procura-se eu, vivo ou morto”. Acima da frase, uma foto, se é que ainda tenho alguma foto referente à minha pessoa. Na pior das hipóteses e se tratando de hipótese e probabilidade tudo pode piorar, coloco a foto de alguém parecido comigo, Mas tenho um rosto forte, inesquecivel e ninguem, ninguem é parecido comigo. O problema é se as pessoas que me conhecem vão lembrar das minhas feições.


A vida é arte do encontro, embora haja tantos desencontros. Já dizia o grande poeta (Vinícius de Morais). Pois é assim que me encontro, sem nenhum ponto para me concentrar ou me assentar. Na vida tudo é um pouco de ida e vinda, sempre estamos refazendo algo. Nada termina, tudo esta em constante construção. Talvez as obras sempre espalhadas pela cidade queiram nos dizer justamente isto, nós, nesta vida relâmpago é que não percebemos os detalhes que vemos todos os dias.


Alias Deus está nos detalhes, me dizia minha Mãe em sua infinita sabedoria. E os idiotas, onde eles estão? Eu diria que estão no resto, ou seja, o que não é detalhe é dos idiotas. E eles estão por ai aos montões e digo mais: é difícil não ser um deles, não sei se estou neste seleto grupo, acredito que por mais que eu tente, sou mesmo um idiota. É claro que há diversos níveis, eu costumo dizer que, os profissionais, os amadores, e intermediários. O profissional é complicado, este com certeza vai te trazer muitos aborrecimentos durante sua vida, ele está ali sempre com a missão de te tirar do sério, de te fazer perder horas com algo tão fútil, mas tão inútil, que anos depois você não vai acreditar que realmente se preocupou com aquilo.


Lembro agora da Flora(Codinome, é claro!), uma branquela ou seria uma branqueia, sem sal, insuportável e idiota profissional. Está é uma das pessoas, que me marcou por minha repulsa em relação a ela. Acredito que estou indo longe demais em me lembrar desta idiota depois de tantos anos, mas acho que isto é um exercício de desabafo, de alivio, um verdadeiro orgasmo. Pena que ela não vá ler, idiotas no nível dela, já não faz este tipo de exercício, leitura pra quê? Isto é algo já ultrapassado e como diria Mario Quintana a hereditariedade nos poupa muito trabalho.


O pior do idiota é que ele é algo inevitável, vai estar sempre na sua frente. Está tal Flora, eu a conheci no trabalho, local onde perdemos metade de nosso dia, isto é, se você estiver num bom emprego. No final do mês ganhamos uma merreca, como recompensa, temos o nosso pão com ovo de todos os dias, aquele ovo onde a gema escorre em nossa boca, (se é que você me entende). Não vou aqui me ater à instituição trabalho, que ganhou este nome de uma maquina de tortura. Alias é sem sentido alguem dizer a origem do nome trabalho, é obvio ululante que veio da tortura, estamos sendo torturados todos os dias, em algum trabalho, que no final das contas é inútil. Sei que alguns irão berrar, irão até me crucificar e diram, se você é inútil não vá pensar que os outros são. O meu raciocínio é muito simples, se somos bilhões de habitantes e todos fazem algo útil, por que no fim das contas não temos resultado? Cadê o resultado global de tanto esforço? Eu só consigo ver intrigas, traições, roubos, violência, homicídios, miséria, desigualdade, injustiça, lentidão e falta de solução. Vão dizer que pertenço a turma de que isto não tem jeito ou do famoso deixa disto. Não é isto, eu vejo sim um futuro melhor, mas primeiro precisamos reconhecer a inutilidade global em que estamos nos afundando.


Mas voltando a nossa adorável idiota profissional Flora, conheci a mesma no trabalho, naquele local insalubre, tenso, constante, inútil e sem solução. Tenho certeza que se passarão décadas e aquele local, continuara com as mesmas tarefas, mesmos problemas e burocracia. E por mais vidas humanas que sejam gastas, não vai melhorar, é como eu já disse, temos de reconhecer a inutilidade global. Falam-se tanto de Stalin e seus terríveis holocaustos, seu genocídio contra milhões de pessoas, nada se compara à burocracia, imagine meu unico leitor, quantos já morreram nas mãos da terrível e intransigente burocracia. O idiota profissional acredita piamente nela, ele morreria pela burocracia, como Cristo morreu por nós. Um conselho de amigo, jamais fale mal da burocracia para um idiota, não faça isto, você vai ganhar um inimigo mortal, voraz e ele não vai desistir até um dia você se render a burocracia.


Pois é, eu na minha franca inocência e por ter uma máxima, que jamais aconselharia para alguém. Bom, confesso, é piegas, mas por mais que eu tenha quebrado a cara na minha vida, nunca consegui pensar de outra forma. Pra mim todos são bons até que se prove o contrário, quando na verdade deveria pensar, todos são maus até que se confirme o adverso. Mas não, tenho esta máxima, estúpida em meu gene, que funciona quase que como um botão de autodestruição, botão o qual já foi sim, apertado inumeras vezes,é um sistema de defesa, Sou um homem bom, Mas não sou tolo, No maximo idiota. Partindo disto, acreditei que a tal Flora era uma boa pessoa, não precisei mais do que de uma semana para constatar total erro de princípios, se tinha alguém bom, este alguém não era a tal Flora.


Tal pessoa era uma profissional, amava a "burocracia" e gostava muito de ferrar os outros, alias é impressionante, como algumas pessoas são fanáticas pelo ferro alheio, o sentimento de prazer e satisfação em ver o outro se ferrar é tão grande que alguns idiotas mal conseguem se conter. Sinceramente, irei morrer sem entender tal sentimento, consigo ser assim, bateu/levou, Não sou a favor de uma vida "paraliticamente indefesa",  mas sei(aprendi) separar os pequenos vilãos da vida real. Não consigo entender o prazer de ver alguém sendo assassinado ou de ver uma mãe, tendo que entrar na justiça para que o seu filho recém-nascido receba atendimento do plano de saúde, que insiste em não cobrir a UTI do filho, com a mera alegação de que o plano não incluía o filho, é obvio ululante, que não o incluía, ele estava dentro da barriga de sua mãe até ontem. Algumas pessoas sentem prazer em desgraças e aborrecimentos como este, eu não, e continuo com a afirmação, de que morrerei sem entender tal sentimento alheio.


Durante a minha vida, muitas vezes não conseguia me encontrar. Muitas vezes dizia: Este não sou, este é um impostor. Em muitas situações algumas pessoas, que passaram na minha frente me desejaram o mal, torciam para que eu desse errado. Para que eu perdesse, para que meu namorado me traísse, para que o meu pai me matasse, para que os meus estudos falisse. Algumas jogaram veneno para o meu gato, outras deram o "veneno" para mim. Sei que passei disto tudo e hoje continuo respirando, gostaria de saber o que ganharam com isto. Não pense, meu unico leitor, que tenho raiva destas pessoas, por que não tenho, não tenho raiva de ninguém(Aprendi a não ter), tenho apenas pena de sentimentos tão mesquinhos.





terça-feira, 24 de abril de 2012

- Especial, Os grandes filmes da minha vida. #➀ Det sjunde inseglet ( O Sétimo selo )



- Talvez eu a ame.


- Talvez você a ame. Vou dizer-lhe uma coisa idiota, amor é uma palavra para luxúria, mais luxúria, trapaça, falsidade e comportamentos idiotas. 


- Bem, mas isso machuca de qualquer maneira. 


- O amor é a mais negra das pestes, mas ninguém morre de amor, e quase sempre passa. 


- O meu não passa.


- É claro que passa. Raramente um par de idiotas morre de amor. Se tudo é imperfeito nesse mundo imperfeito então o amor é perfeito nessa perfeita imperfeição.


- Que animador. Toda essa conversa e você acredita nas suas tolices.


- Quem disse que eu acredito? Sou um sábio. Peça meu conselho e terá em dobro.





(O sétimo Selo) é um filme sueco de 1956, do gênero drama, escrito e dirigido por : 
   Ingmar Bergman. 

domingo, 18 de março de 2012

Reflexões sobre o horizonte

Reflections of Skyline































"E eu quero brincar de esconde-esconde, te emprestar minhas roupas, dizer que amo seus sapatos, sentar na escada enquanto você toma banho, e massagear seu pescoço. E beijar seu rosto, segurar sua mão e sair p'ra andar. Não ligar quando você comer minha comida, e te encontrar numa lanchonete p'ra falar sobre o dia. Falar sobre o seu dia e rir da sua, sua paranóia. E te dar fitas que você não ouve, ver filmes ótimos, ver filmes horríveis. E te contar sobre o programa de TV que assisti na noite anterior e não rir das suas piadas. Te querer pela manhã, mas deixar você dormir mais um pouco. Te dizer o quanto adoro seus olhos, seus lábios, seu pescoço, seus peitos, sua bunda. Sentar na escada, fumando, até seus vizinhos chegarem em casa, sentar na escada, fumando, até você chegar em casa. Me preocupar quando você está atrasado, e me surpreender quando você chega cedo. E te dar girassóis e ir à sua festa e dançar. Me arrepender quando estou errado e feliz quando você me perdoa. Olhar suas fotos e querer ter te conhecido desde sempre. Ouvir sua voz no meu ouvido, sentir sua pele na minha pele, e ficar assustada quando você se irrita. Eu digo que você está linda, e te abraçar quando você estiver aflita, e te apoiar quando você estiver magoada, te querer quando te cheiro, e te irritar quando te toco e choramingar quando estou ao seu lado. E choramingar quando não estou. Debruçar-me no seu peito, te sufocar de noite e sentir frio quando você puxa o cobertor e sentir calor quando você não puxa. Me derreter quando você sorri, me desarmar quando você ri. Mas não entender como você pode achar que estou rejeitando você quando eu não estou te rejeitando, e pensar como você pôde pensar que eu te rejeitaria. E me perguntar quem você é, mas te aceitar do mesmo jeito. E te contar sobre o "tree angel", "o menino da floresta encantada" que voou todo o oceano porque ele te amava. Comprar presentes que você não quer e devolvê-los denovo. E te pedir em casamento, e você dizer "não" denovo mas continuar pedindo, porque embora você ache que não era de verdade mas sempre foi sério, desde a primeira vez que pedi. Ando pela cidade pensando. É vazio sem você mas eu quero o que você quiser e penso. Estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso. Responder suas perguntas quando prefiro não responder, e dizer a verdade mesmo que eu não queira, e tentar ser honesto porque sei que você prefere. E achar que tudo acabou, espera só mais dez minutos antes de me tirar da sua vida. Esquecer quem eu sou e me deixar tentar chegar mais perto de você. E de alguma forma, de alguma forma, de alguma forma compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você." 


Reflections of skyline (2008 ) É uma curta dirigido por Michael Tamman & Richard Jakes
Veja o curta:

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Só quem me conhece bem!



Sonhar é difícil, lembrar mais ainda. Incomoda-me este estado, onde custo a sonhar sendo ainda mais ardoroso recordar do que sonhei. Fiquei assim por um bom tempo, sonhando pouco e não me lembrando de quase nada. Pra mim este é o estado vegetativo, se não sonho, não vivo. O pior é estado de inércia, em que estamos fadados a cair, é difícil injetar o veneno antimonotonia na veia e dizer boas palavras em um bom português, ou seja, é complicado desabafar, por mais que você tenha muito a dizer.


De fato eu preciso muito destas injeções de veneno antimonotonia, anda preocupante o meu estado de inércia fútil, que ando me arrastando. Mas posso fazer uma autodefesa, se faço isto é para sair do mais do mesmo. Não quero passar décadas falando o mesmo discurso por mais “revolucionário” que seja. Revolução não é dizer o que os outros querem ouvir e muito menos dizer a mesma coisa por vários anos. Tenho medo de cair neste arcabouço comum e de me copiar. O erro mais fatal que posso cometer é um auto-eu infinito, onde digo coisas que eu mesmo já disse, da mesma forma, com o mesmo olhar, da mesma perspectiva. E no fim das contas eu ser uma cópia continua do que já fiz há anos atrás. É como entrar em um estúdio e gravar um Nevermind, In útero, The Dark Side Of The Moon ou um Thriller a cada ano que passa. Nenhuma obra artística é revolucionária quando você esta fazendo o que já fez, por melhor que seja a qualidade desta obra.


Talvez para evitarmos nos copiar indefinidamente devêssemos parar. Dar um tempo e ver no que vai dar. Foi mais ou menos isto que tentei fazer, mas ainda me vejo com o mesmo discurso repetitivo, “revolucionário” e vazio. Além do mais é intrigante se vamos sempre ter algo a dizer, a fazer, a criar, a construir. É como se fossemos infinitos e como o universo, estamos sempre em expansão. Tenho minhas dúvidas, acho que a minha falta de fôlego em alguns momentos é o sinal, que a corrida esta chegando ao fim. "Amanha vai ser outro dia" é sem dúvida. Uma frase de esperança de um sentimento inabalável, de que dias melhores viram e que vamos estar sempre construindo um futuro mais agradável. Não sei, sou um tanto cético e sempre questiono até coisas deleitosas como: amanha vai ser outro dia.
Eu continuo discursando coisas tão vagas quanto discursava aos meus dezoito anos. Tenho a leve impressão de ser um eco de mim mesmo. Faz alguns anos, que sempre penso: deveria ler mais, deveria me dedicar mais a música, a vida social, aos bons e saudáveis  prazeres da vida, sempre digo que logo farei isto. O fato é que este logo já é uma década. Eu sempre estou deixando algo para logo. Faço depois, digo sempre ao ver algo que me interessa e me deixa em estado de êxtase. O “faço depois” vira um bolo tão volumoso e incontrolável que o melhor é esquecê-lo. Recomeçar sim, mas por um novo caminho, o problema é que penso estar em um novo traçado, mas quando percebo estou no antigo, no velho, no ultrapassado. Estou novamente me copiando.
Igual a mim tem mais um bilhão. Sinto-me como uma rosa no meio de um ramalhete de rosas, quero ser a rosa do Pequeno Príncipe, sendo ela única não por ser a mais bela ou mais formosa. Ela é diferente por ser a rosa do Pequeno Príncipe, isto lhe torna única. O Pequeno Príncipe só tem aquela rosa, nenhuma outra é capaz de substituí-la por mais que semelhante que seja. É uma particularidade difícil de ser constatada e ainda mais de ser percebida, geralmente não damos bola para isto. Já tive o melhor namorado do mundo e não dei muita veemência, quando me dei conta não a tinha mais. Ele se foi, sem dizer adeus, nem mesmo um até mais. E assim continuo me copiando, sempre pensando: vai passar.


Guimarães Rosa dizia, que para falarmos do universal, devíamos partir do nosso quintal de casa. Sempre que leio, vejo, ou lembro-me de Guimarães Rosa, penso que deveria ler mais sobre este cara. Necessito dar mais valor a simplicidade da vida. As vezes eu me sinto o bêbado, que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Às vezes me sinto tão impotente, quanto um cão, que só é capaz de latir, mais grave, mais agudo, mas intenso e menos intenso, sua variação é entre o latido e rosnar. Em ultimo caso, o grito latente de dor, aquele de momentos inesperados e de extremo pavor.


Mais uma vez, o sentindo do que quero dizer (Mas não tenho a coragem para fazê-lo claramente) corre desesperado para longe. E você que me conhece pensa: É aquela velha coisa: você já sabe o que eu já sei, que você já sabe, que eu já sei, e não sabemos se vamos para onde não vamos, e não sabemos se amamos, quem não amamos, e não sabemos se fazemos, o que não fazemos, você já sabe, o que eu já sei...


É uma merda! (Só quem me conhece bem.)